A denúncia aponta que o secretário chamou um jovem negro de “preto, sem pai e bandido” durante os Jogos Escolares.
A Prefeitura de Nova Prata do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná, exonerou o secretário municipal de Esportes e Lazer, Célio Matiel Harres, após denúncia de injúria racial contra um adolescente negro. O caso ocorreu durante os Jogos Escolares, realizados no Estádio Municipal, na sexta-feira (23).
Mãe registrou BO após filho chegar chorando
Conforme o boletim de ocorrência, o secretário teria chamado o adolescente de “preto, sem pai e bandido”, além de usar termos como “marginal” e “bandido” para humilhar o jovem atleta.
A mãe do adolescente, D.F., procurou a Polícia Militar depois que seu filho, E.M.G.M., retornou dos jogos chorando e profundamente abalado com as ofensas sofridas diante de testemunhas.


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Prefeitura agiu com rapidez e exonerou secretário

“A prefeita Elizete Cavazin (PSB) logo assinou a exoneração imediata do secretário, registrada na Portaria nº 5927/2025 e publicada nesta terça-feira (26) no Diário Oficial dos Municípios do Paraná.
Além disso, a medida evidencia que a gestão municipal não tolera discriminação e reafirma o compromisso da administração com os direitos humanos.
Ação penal privada
De acordo com a Polícia Civil de Salto do Lontra, a injúria racial é um crime de ação penal privada. Sendo assim, isso significa que a vítima ou seus representantes legais têm até seis meses para entrar com ação judicial. Caso o prazo termine sem cumprimento, a ação prescreve.
Secretário estava há menos de cinco meses no cargo
Célio Matiel Harres, nomeado pela Portaria nº 5628/2025, estava no cargo comissionado havia menos de cinco meses, mas o governo determinou sua exoneração imediata e definitiva, sem possibilidade de recurso
Inclusão no esporte
O episódio gerou indignação porque aconteceu em um evento educativo. Especialistas destacam que os Jogos Escolares devem promover inclusão, respeito e valorização da juventude, e não se tornar cenário de discriminação.
A injúria racial é crime inafiançável e imprescritível, de acordo com a legislação brasileira.

- Foto: Reprodução/Redes Sociais
- Redação: Edney Manauara