O Simepar confirmou como tornado F4 no Paraná após concluir laudo que revisou medições e classificou fenômenos registrados no último 7 de novembro.
O órgão elevou intensidade dos tornados de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, além disso manteve Turvo em F2.
O laudo apontou ventos superiores a 332 km/h, por isso confirmou classificação devastadora.
Fenômeno afetou 11 municípios com trajetórias contínuas
Os tornados atingiram Rio Bonito do Iguaçu, Turvo, Guarapuava, Quedas do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Laranjeiras do Sul, Virmond, Cantagalo e Candói.
O Simepar identificou três tornados distintos, além disso confirmou origem em supercélulas com grande rotação.
A primeira supercélula percorreu cerca de 270 km bem como gerou dois tornados ao longo da trajetória.
A segunda percorreu 230 km e com isso originou um tornado adicional.

Rio Bonito do Iguaçu sofreu destruição massiva
Rio Bonito do Iguaçu registrou 90% do município destruído, por isso concentrou maior impacto.
A cidade tem cerca de 14 mil habitantes, mas perdeu seis moradores durante o tornado.
O evento danificou 1.500 casas deixando, assim, 11 mil pessoas afetadas.
Cerca de 1.100 moradores ficaram desabrigados ou desalojados, todavia receberam apoio emergencial.
Guarapuava confirma danos compatíveis com categoria F4
Guarapuava registrou destruição vegetal intensa assim como colapso de casas de alvenaria.
O tornado arremessou container a 150 metros o que comprovou velocidade de vento extrema.
Há registro de uma morte na cidade logo aumentou o impacto regional.
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Tornado entra para a história climática do Paraná
O Simepar afirmou que evento está entre maiores em trinta anos visto que superou registros anteriores.
O Paraná é segundo maior corredor de tornados do mundo, portanto enfrenta riscos recorrentes.
Especialistas afirmaram que intervenção humana amplia vulnerabilidade, assim intensifica consequências.
Laudo detalha estrutura, formação e fatores atmosféricos
O documento possui mais de 130 páginas, além disso integra meteorologia operacional, geointeligência e sensoriamento remoto.
O órgão afirmou que ramo frio de ciclone extratropical favoreceu supercélulas, por isso acelerou evolução das tempestades.
O cisalhamento vertical intenso e transporte de ar quente foram cruciais, assim potencializaram formação dos tornados.

Helicóptero registrou danos e apoiou análise técnica
O meteorologista Reinaldo Kneib realizou sobrevoos entre Espigão Alto do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu e Virmond bem como registrou área urbana destruída.
A equipe analisou fotos, vídeos e depoimentos coletados e por conseguinte consolidou base de avaliação.
População se reorganiza com apoio coletivo
Desde o tornado, governo e voluntários atuam juntos a fim de acelerar a reconstrução de estruturas.
A cidade tenta retomar normalidade, porém ainda enfrenta cicatrizes sociais e materiais.
- Fonte/Foto: Simepar
- Redação: Edney Manauara



