O Júri em São João condenou Maycon Douglas dos Santos Rodrigues a 14 anos de reclusão, visto que o consideraram culpado de uma tentativa de homicídio qualificado. Além disso pegou mais 5 meses e 7 dias a detenção por lesão corporal. O julgamento ocorreu na manhã desta segunda-feira (26), no auditório do Fórum da Comarca, e mobilizou a comunidade local, que acompanhou atentamente o conforme Tribunal do Júri de 2026.
A sessão começou por volta das 8h30 e terminou perto do meio-dia, após análise dos fatos e dos laudos que comprovaram a gravidade das agressões. A decisão reforça o compromisso do Judiciário em enfrentar crimes violentos e proteger vítimas vulneráveis.
Agressões ocorreram após desentendimento familiar
Os fatos julgados aconteceram em 30 de abril de 2025, por volta das 9h50, no Bairro Novo Horizonte, em São João. Conforme a denúncia, Maycon atacou seu padrinho, Antônio Rosa dos Santos, de 83 anos, com socos, chutes e golpes de facão, atingindo principalmente regiões vitais como cabeça, costas, ombro e mão direita.
O Ministério Público sustentou que o réu agiu com intenção clara de matar e utilizou violência extrema sem justificativa plausível. A motivação recebeu classificação de fútil, por isso surgiu após o casal negar entrada a Maycon na residência, assim provocou a série de agressões.

Ação rápida evitou o homicídio e expôs segunda vítima
A tentativa de homicídio não se consumou porque Maria Santa Rosa dos Santos, madrinha do réu e esposa da vítima, conseguiu retirar o facão das mãos do agressor. Ela agiu em um momento de descuido, o que interrompeu o ataque até a chegada da Polícia Militar.
Além disso, a idosa também sofreu agressões que resultaram em fraturas no pé, lesões na coluna e ferimentos no peito, mão e joelho. Os autos e laudos médicos confirmaram os danos físicos, fortalecendo a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Condenação supera 14 anos e defesa avalia recurso
Ao final da sessão, o Conselho de Sentença reconheceu a tentativa de homicídio qualificado e a lesão contra a segunda vítima. O juiz da Comarca de São João, Dr. Jean Rodrigues, aplicou a pena superior a 14 anos, que o acusado cumprirá em regime inicialmente fechado.
A advogada Patrícia Cavalheiro Galvani declarou análise da sentença, entretanto estuda recorrer após avaliar fundamentos técnicos. O promotor de justiça, Alexandre Santana Alves, representou o Ministério Público do Paraná no caso.
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- Fonte: São João FM
- Foto: Google Maps
- Redação: Edney Manauara


